BLOG que trata do ano de 2016 e o carnaval da cidade de Niterói (RJ). Além da festividade propriamente dita, durante todo o ano trataremos de questões ligadas ao carnaval na cidade.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
terça-feira, 29 de novembro de 2016
terça-feira, 8 de novembro de 2016
quinta-feira, 20 de outubro de 2016
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
JOSÉ HADDAD, ESCOLAS DE SAMBA, TIMES e EQUIPES
JOSÉ HADDAD, ESCOLAS DE SAMBA, TIMES e EQUIPES
Findo o primeiro turno das eleições municipais encontramos brilhante artigo do responsável pelo órgão que realiza os festejos carnavalescos na cidade, José Haddad, onde presta verdadeira homenagem aos que se dedicam a produção, criação e efetivação dos desfiles das Escolas de Samba,
Trata-se do texto “A DIFERENÇA ENTRE EQUIPES E TIMES”, na coluna PONTO DE VISTA do jornal O FLUMINESE desta quinta-feira(06/10/2016).
Após analisar com propriedade a diferença entre ambos os termos (EQUIPE e TIME), deixa claro que os times concentram mais vantagens que as equipes que, muito embora por vezes formadas por vários “especialistas”, nem sempre se organizam de uma forma adequada, fazendo valer mais o individual que o coletivo.
No time, em suas palavras “Todos aprendem a lidar bem consigo mesmo e com os seus pares. Têm acesso à estratégia da Organização. Podem dividir suas ideias. As funções e as atribuições são redefinidas. Todos passam a se preocupar com todos. A comunicação flui. Passam a estabelecer suas prioridades. baseadas nas prioridades de seus pares. A responsabilidade com a performance e o resultado pretendidos passa a ser de todos”.
Conclui seu brilhante texto afirmando que:
Escolas de samba. preparando o carnaval, são os melhores exemplos de times que conheço:
Vestem a camisa; trabalham apaixonados. mais do que oito horas por dia. incluindo sábados. domingos e feriados; fazem sua tarefa com perfeição e se colocam a disposição para ajudar outras alas da escola. entendendo que se tudo não estiver cem por cento, a escola perde.
E no dia de mostrar o resultado, entram na avenida. cantando e sambando felizes. com espírito de campeões.
(grifo nosso)
Essa constatação nos envaidece. Ratifico que é muito bom para nós que efetivamos um desfile tê-lo como dirigente e responsável pelo evento em Niterói. É ainda melhor para a U.E.S.B.C.N. e os munícipes poder contar com um gestor de excelência no importante papel de Presidente da NELTUR.
Recentemente (23/07/2016) neste mesmo espaço tecemos algumas considerações sobre o trabalho e a importância da organização dentro da produção de um Desfile Carnavalesco no texto ATORES e AUTORES NA PREPARAÇÃO DE UM DESFILE (http://carnaval2016niteroi.blogspot.com.br/2016/07/autores-e-atores-na-preparacao-de-um.html).
Análises sobre práticas organizacionais tendo como referência o DESFILE DE ESCOLA DE SAMBA e sua importância na Cadeia Produtiva da Cultura tem sido cada vez mais comuns. Inúmeros foram os textos, teses, artigos e pareceres baseados nos dados obtidos na análise da cadeia produtiva do carnaval feita dos estudos de Prestes Filho (2009), sobre a cadeia produtiva do carnaval das escolas de samba do Rio de Janeiro.
A cadeia produtiva do carnaval possui etapas distintas que constituem um ciclo de fabricação, cuja finalidade é o produto final que, no caso das Escolas de Samba, é o Desfile.
As etapas desse ciclo dizem respeito a: pré-produção, produção, distribuição, comercialização e consumo. Essas etapas convergem para o consumo, que é o desfile da escola de samba na avenida, que será acompanhado (“consumido”) por milhões de pessoas. Atualmente é transmitido para mais de uma centena de países em tempo real.
O carnaval é um espetáculo ao vivo, e este faz parte das atividades culturais produzida pela indústria cultural que integra a economia da cultura. No Brasil o interesse por essa temática tardou a chegar, diferentemente de outros países que há muito se interessam e beneficiam da economia da cultura.
O próprio Prestes Filho, ao tratar de parte dessa cadeia em Niterói declarou:
Ressalto os termos bem aplicados ao caso e usados por SACRAMENTO em seu artigo Escola de Samba: a organização reversa, onde leciona:
c) Gestão dos detalhes.
Uma escola de samba do grupo especial desfila com cerca de 4 mil integrantes, ou seja, tem o porte de uma grande empresa. No entanto, existe aqui uma característica única: a escola de samba se prepara o ano inteiro e tem apenas pouco mais de uma hora para apresentar seu trabalho. Para colocar na avenida desfiles maravilhosos, são necessários meses de trabalho para escolher o enredo, definir o samba, ensaiar a bateria, criar fantasias, adereços e carros alegóricos, coreografar passistas etc. Qualquer erro cometido pode ser fatal na hora da apuração, e não existe uma segunda oportunidade. Para aumentar ainda mais o desafio, devemos lembrar que um desfile é o único espetáculo artístico do mundo em que não existe ensaio geral
(...)
Uma das frases que se ouvem com alguma frequência nas empresas é que os funcionários devem “vestir a camisa da organização”. Na escola de samba isso é feito com naturalidade, pois existe um enorme senso de propriedade, e fica claro quando ouvimos algum integrante comentar: “Hoje tem ensaio na minha escola”. Walt Disney dizia que “você pode sonhar, projetar, criar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo, mas são necessárias pessoas para tornar o sonho realidade”.
(...)
e) Trabalho em equipe.
Essa ideia é totalmente pertinente ao universo das escolas de samba: de nada adiantam carros alegóricos com milhares de efeitos especiais e fantasias luxuosas, porque o que efetivamente ganha o Carnaval são as pessoas. Prova disso está nos quesitos de julgamento: harmonia, conjunto, evolução, comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira, bateria etc. Em suma, todos quesitos que dependem fundamentalmente de pessoas.
Como bem salientou CARLA ALVES LOPES em seu trabalho apresentado no SEGeT – Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia, “O Carnaval na cidade do Rio de Janeiro, do ponto de vista dos organizadores, não pode ser considerado apenas uma manifestação cultural, mas um grande empreendimento, cujos objetivos convergem para a obtenção de resultados tal qual uma organização tradicional. A aplicação de um modelo de gestão eficaz é prioritária neste ambiente inovador, oferecendo vantagens competitivas para o resultado do desfile.”
A conclusão é no seguinte sentido:
CÉSAR TURETA, na brilhante dissertação (PRÁTICAS ORGANIZATIVAS EM ESCOLAS DE SAMBA: o Setor de Harmonia na Produção do Desfile da Vai-Vai. Tese de Doutorado Apresentada à Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas) esclarece já no resumo que “as práticas organizativas coexistem com processos de desorganização. Essa se apresentou uma característica marcante das práticas de produção do desfile.”(grifo nosso)
Diz ainda:
Em suma: NINGUÉM NUNCA MAIS É O MESMO DEPOIS DE PARTICIPAR DE UM DESFILE DE ESCOLA DE SAMBA. Nem mesmo interessa se a pessoa PRODUZ ou desfile ou somente se APRESENTA como folião. E gestores/administradores ainda terão muito o que analisar, identificar e aprender nesse evento único que é o Desfile de Escola de Samba.
Findo o primeiro turno das eleições municipais encontramos brilhante artigo do responsável pelo órgão que realiza os festejos carnavalescos na cidade, José Haddad, onde presta verdadeira homenagem aos que se dedicam a produção, criação e efetivação dos desfiles das Escolas de Samba,
Trata-se do texto “A DIFERENÇA ENTRE EQUIPES E TIMES”, na coluna PONTO DE VISTA do jornal O FLUMINESE desta quinta-feira(06/10/2016).
Após analisar com propriedade a diferença entre ambos os termos (EQUIPE e TIME), deixa claro que os times concentram mais vantagens que as equipes que, muito embora por vezes formadas por vários “especialistas”, nem sempre se organizam de uma forma adequada, fazendo valer mais o individual que o coletivo.
No time, em suas palavras “Todos aprendem a lidar bem consigo mesmo e com os seus pares. Têm acesso à estratégia da Organização. Podem dividir suas ideias. As funções e as atribuições são redefinidas. Todos passam a se preocupar com todos. A comunicação flui. Passam a estabelecer suas prioridades. baseadas nas prioridades de seus pares. A responsabilidade com a performance e o resultado pretendidos passa a ser de todos”.
Conclui seu brilhante texto afirmando que:
Escolas de samba. preparando o carnaval, são os melhores exemplos de times que conheço:
Vestem a camisa; trabalham apaixonados. mais do que oito horas por dia. incluindo sábados. domingos e feriados; fazem sua tarefa com perfeição e se colocam a disposição para ajudar outras alas da escola. entendendo que se tudo não estiver cem por cento, a escola perde.
E no dia de mostrar o resultado, entram na avenida. cantando e sambando felizes. com espírito de campeões.
(grifo nosso)
Essa constatação nos envaidece. Ratifico que é muito bom para nós que efetivamos um desfile tê-lo como dirigente e responsável pelo evento em Niterói. É ainda melhor para a U.E.S.B.C.N. e os munícipes poder contar com um gestor de excelência no importante papel de Presidente da NELTUR.
Recentemente (23/07/2016) neste mesmo espaço tecemos algumas considerações sobre o trabalho e a importância da organização dentro da produção de um Desfile Carnavalesco no texto ATORES e AUTORES NA PREPARAÇÃO DE UM DESFILE (http://carnaval2016niteroi.blogspot.com.br/2016/07/autores-e-atores-na-preparacao-de-um.html).
Análises sobre práticas organizacionais tendo como referência o DESFILE DE ESCOLA DE SAMBA e sua importância na Cadeia Produtiva da Cultura tem sido cada vez mais comuns. Inúmeros foram os textos, teses, artigos e pareceres baseados nos dados obtidos na análise da cadeia produtiva do carnaval feita dos estudos de Prestes Filho (2009), sobre a cadeia produtiva do carnaval das escolas de samba do Rio de Janeiro.
A cadeia produtiva do carnaval possui etapas distintas que constituem um ciclo de fabricação, cuja finalidade é o produto final que, no caso das Escolas de Samba, é o Desfile.
As etapas desse ciclo dizem respeito a: pré-produção, produção, distribuição, comercialização e consumo. Essas etapas convergem para o consumo, que é o desfile da escola de samba na avenida, que será acompanhado (“consumido”) por milhões de pessoas. Atualmente é transmitido para mais de uma centena de países em tempo real.
O carnaval é um espetáculo ao vivo, e este faz parte das atividades culturais produzida pela indústria cultural que integra a economia da cultura. No Brasil o interesse por essa temática tardou a chegar, diferentemente de outros países que há muito se interessam e beneficiam da economia da cultura.
O próprio Prestes Filho, ao tratar de parte dessa cadeia em Niterói declarou:
A Economia Criativa é considerada atualmente como um importante fator de desenvolvimento em diversos países, sendo um dos setores que mais cresce na economia mundial. No Brasil o Ministério da Cultura (MinC) vem trabalhando para o desenvolvimento do setor criativo de forma a garantir a continuidade dos projetos, mesmo com as mudanças de governo. Para tanto foi criado o Sistema Nacional de Cultura (SNC), modelo de gestão que visa estimular e integrar as políticas públicas culturais implantadas por governo federal, estados e municípios. (POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O SEGMENTO DE CURSOS DE TEATRO EM NITERÓI apresentado no IV SEMINÁRIO INTERNACIONAL – POLÍTICAS CULTURAIS – 16 a 18 de outubro/2013 - Setor de Políticas Culturais – Fundação Casa de Rui Barbosa).
Ressalto os termos bem aplicados ao caso e usados por SACRAMENTO em seu artigo Escola de Samba: a organização reversa, onde leciona:
O exemplo da escola de samba deve ser motivo de reflexão, principalmente porque o seu “segredo” pode ser aplicado a outras formas de organização através do aprender a aprender, do investimento na sua capacidade de buscar e adequar soluções, na utilização criativa da tecnologia do conhecimento, e como conseqüência, de todos os recursos disponíveis, principalmente o humanos são otimizados e energizados.O Professor da ESPM Marcelo Chiavone Pontes em seu texto A GESTÃO NO BRASIL IMITA O SAMBA mostra que as empresas brasileiras contam com um modelo de gestão muito próximo para seguir: o das escolas de samba nos desfiles de Carnaval e sua antiestrutura estruturada. Ressalto alguns trechos abaixo:
c) Gestão dos detalhes.
Uma escola de samba do grupo especial desfila com cerca de 4 mil integrantes, ou seja, tem o porte de uma grande empresa. No entanto, existe aqui uma característica única: a escola de samba se prepara o ano inteiro e tem apenas pouco mais de uma hora para apresentar seu trabalho. Para colocar na avenida desfiles maravilhosos, são necessários meses de trabalho para escolher o enredo, definir o samba, ensaiar a bateria, criar fantasias, adereços e carros alegóricos, coreografar passistas etc. Qualquer erro cometido pode ser fatal na hora da apuração, e não existe uma segunda oportunidade. Para aumentar ainda mais o desafio, devemos lembrar que um desfile é o único espetáculo artístico do mundo em que não existe ensaio geral
(...)
Uma das frases que se ouvem com alguma frequência nas empresas é que os funcionários devem “vestir a camisa da organização”. Na escola de samba isso é feito com naturalidade, pois existe um enorme senso de propriedade, e fica claro quando ouvimos algum integrante comentar: “Hoje tem ensaio na minha escola”. Walt Disney dizia que “você pode sonhar, projetar, criar e construir o lugar mais maravilhoso do mundo, mas são necessárias pessoas para tornar o sonho realidade”.
(...)
e) Trabalho em equipe.
Essa ideia é totalmente pertinente ao universo das escolas de samba: de nada adiantam carros alegóricos com milhares de efeitos especiais e fantasias luxuosas, porque o que efetivamente ganha o Carnaval são as pessoas. Prova disso está nos quesitos de julgamento: harmonia, conjunto, evolução, comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira, bateria etc. Em suma, todos quesitos que dependem fundamentalmente de pessoas.
Como bem salientou CARLA ALVES LOPES em seu trabalho apresentado no SEGeT – Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia, “O Carnaval na cidade do Rio de Janeiro, do ponto de vista dos organizadores, não pode ser considerado apenas uma manifestação cultural, mas um grande empreendimento, cujos objetivos convergem para a obtenção de resultados tal qual uma organização tradicional. A aplicação de um modelo de gestão eficaz é prioritária neste ambiente inovador, oferecendo vantagens competitivas para o resultado do desfile.”
A conclusão é no seguinte sentido:
A Escola de Samba é a própria existência de um povo que, independentemente de condição social, credo ou cor, persiste na manutenção de suas tradições. Esta manifestação artística é um produto de exportação, e demonstra, desta maneira, que a força de uma nação está em suas raízes culturais e sociais. É um evento de vulto internacional que gera riquezas e divisas para o nosso estado. Possui uma característica pró-ativa que está diretamente ligada ao empreendedorismo como segmento de mercado em ascensão.
As agremiações são vistas, atualmente, como grandes empresas e fonte geradora de empregos e lucros para a economia do país. Assim como as empresas convencionais necessitam de permanente evolução tecnológica e estrutural, além de profissionalização constante de seus quadros e administração, as Escolas de Samba também cumprem os mesmos processos.
Movimenta bastante a mídia, gera propaganda gratuita e evidencia bastante os seus patrocinadores, aquecendo, assim, ainda mais o mercado.
(...)
Para os patrocinadores e anunciantes sazonais, este evento é bastante atraente, pois favorece o crescimento de diversas atividades econômicas. Além de fomentar empregos diretos e indiretos e, ainda, promover melhorias nas comunidades que participam deste grandioso empreendimento, o seu sucesso se deve, sobretudo, à integração entre os diversos atores envolvidos.
CÉSAR TURETA, na brilhante dissertação (PRÁTICAS ORGANIZATIVAS EM ESCOLAS DE SAMBA: o Setor de Harmonia na Produção do Desfile da Vai-Vai. Tese de Doutorado Apresentada à Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas) esclarece já no resumo que “as práticas organizativas coexistem com processos de desorganização. Essa se apresentou uma característica marcante das práticas de produção do desfile.”(grifo nosso)
Diz ainda:
Tomando como ponto de partida minha relação com os sujeitos da pesquisa, analisei as transformações na minha identidade ao longo da pesquisa e as implicações disso para o trabalho.
Em suma: NINGUÉM NUNCA MAIS É O MESMO DEPOIS DE PARTICIPAR DE UM DESFILE DE ESCOLA DE SAMBA. Nem mesmo interessa se a pessoa PRODUZ ou desfile ou somente se APRESENTA como folião. E gestores/administradores ainda terão muito o que analisar, identificar e aprender nesse evento único que é o Desfile de Escola de Samba.
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sexta-feira, 5 de agosto de 2016
Aptidões pessoais na preparação de Escola de Samba
CADA MACACO NO SEU GALHO
(ditado popular)
Nem todo carnavalesco
escreve, nem todo carnavalesco desenha, é sabido. Carnavalesco concebe e desenvolve o carnaval a ser apresentado no momento do Desfile.
A Acadêmicos do Sossego e Acadêmicos
do Cubango seguem a mesma linha.
Assim, a verde e branco possui o enredo "Versando
Nogueira nos Cem Anos do Ritmo que é Nó na Madeira" teve a sinopse elaborada pelo jornalista e
escritor FÁBIO FABATO e terá o desenvolvimento realizado pelo carnavalesco CID CARVALHO.
Na Sossego, MARCIO PULUKER desenvolverá o enredo que foi escrito e pesquisado por JÚLIO
CESAR FARIAS, cujo tema é “ZEZÉ MOTTA, DEUSA DE ÉBANO”.
Quem sabe lidar com textos, pesquisa e escreve; quem sabe lidar com tecidos, plumas e pedras, cria fantasias e carros alegóricos.
Ou
seja: o básico do básico.
Ou você quer que o pedreiro faça a planta baixa e o arquiteto embosse a parede da sua casa? Marceneiro cuidando da hidráulica tem tudo pra dar errado...
Abraços.
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Perguntas que continuam sem respostas - Luis Carlos Magalhães
Gostaria de compartilhar com os
leitores das postagens que faço nesse BLOG do link do texto completo do Professor,
radialista, cronista, colunista, etc. LUIS CARLOS MAGALHÃES, que acessei no
último dia 27/06/16 e foi postado pelo autor em seu BLOG há exatos 14 meses (5 de junho de 2015),
em uma sexta feira como essa que ora inicia.
No texto o gabaritado e experiente
estudioso do assunto SAMBA/CARNAVAL discorre sobre suas impressões acerca do
debate que presenciara com especialistas em desfiles de Escolas de Samba como
HIRAN ARAÚJO, LAÍLA, MILTON CUNHA, entre outros promovido à época por um jornal
carioca.
Gosto muito de alguns trechos, em especial
quando faz a seguinte constatação:
O público estrangeiro não conhece nossa história, não tem o menor compromisso com as tradições brasileiras e não conhece a nossa língua. Para que o espetáculo lhe seja atraente tem que ser um espetáculo visual com predominância das artes plásticas sobre os valores do samba tradicional.
Mas
o que realmente nos faz refletir – e daí minha necessidade de divulgar textos
como esse, vez que a finalidade de nosso BLOG é exatamente pensar e repensar os
desfiles e o carnaval para encontrarmos uma “fórmula ideal” para a cidade de
Niterói – são as indagações que apresenta sobre o tema, sendo as mesmas:
"Mas e se não for assim. E se o que é mais importante em um desfile de escolas de samba for a preservação da cultura brasileira, da história de sua gente? E se muito mais do que isto o desfile significar uma forma de uma parte de o povo brasileiro brincar o carnaval a sua maneira? (...)E aí eu fico me perguntando: afinal quem é o dono do carnaval? Quem é que estabelece qual é, afinal, sua essência? Tem que ser dançado e cantado e sambado com a alegria própria do carnaval ou sua essência é ser transformado em um produto atraente para platéias estrangeiras?Será que o desfile das escolas de samba é para ser concebido, embrulhado e vendido tal como um pacote de rapadura, “visualmente melhorada”, para ser um item a mais na pauta de exportações brasileiras? Tal como foi o açúcar um dia, o café depois?Afinal quem é que determina que o visual prevaleça? Quem determina que as escolas cometam o supremo exagero de desfilar com 4000 pessoas? Quem é que determina que a bateria tenha andamento tão acelerado, que o samba seja mediocremente marcheado?De onde sai a “mensagem” determinadora do paradigma da perfeição.Ou seja: que todo erro deva ser punido, tal como fazem os sargentos do 3° R.I. com seus soldados que erram no 7 de setembro?Não tardará o dia em que o dirigente puxará a orelha do sambista: “aqui não é lugar para se divertir; aqui é lugar de ser disciplinado”.De que maneira é formada a cultura determinadora de que as alas de passistas - das maiores atrações de todos os carnavais - fiquem escondidas atrás do carro de som tirando do alcance do público um momento tão formidável da festa?"
Vale a leitura completa do texto Qual o Carnaval que queremos?, disponível em http://luiscarlosmagalhaes.blogspot.com.br/2015/06/qual-o-carnaval-que-queremos.html
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quinta-feira, 4 de agosto de 2016
DATAS, PROCEDIMENTOS e DEFINIÇÃO DE ATRIBUIÇÕES - Texto de R.Morgado
INTRODUÇÃO
Recentemente
postamos texto com base em indicação bibliográfica do Livro Desfile
na Avenida, trabalho na escola de samba, de Leila Maria da Silva Blass feita
pelo Professor Jardel Augusto Lemos. Em uma a das transcrições realizadas
naquela abordagem destacávamos a parte onde se era ressaltada a “multiplicidade e pluralidade de saberes e de
fazeres artísticos(...) apresentando a produção e o desfile de carnaval sempre
um caráter coletivo” (p.102)
Face
a esse caráter coletivo para a produção de um desfile de carnaval, da multiplicidade de saberes, é que há muito somos
adeptos da instituição de comissões de carnaval. Essa é uma necessidade tanto
nas grandes Escolas de Samba, como as que integram o Grupo Especial, bem como consideramos
indispensáveis nas de menor porte e que contam com pessoas que colaboram de
forma gratuita.
Uma
dificuldade constante é a sobreposição de funções que culmina com a imperfeita
ou inacabada realização de determinadas tarefas. Assim, muito importante se faz
a especificação de atribuições dentro de cada setor correspondente e para cada
membro da Comissão.
COMUNICAÇÃO
DOS FEITOS e DIVULGAÇÃO DAS DATAS E ATIVIDADES
Poucas
agremiações de pequeno porte, como as da cidade de Niterói, contam com um
departamento de comunicação social efetivo, destacando uma série de pessoas em
momentos específicos para prestarem informações, fornecerem dados, veicular e
informar aos órgãos públicos e imprensa em geral de seus eventos e suas atividades
o que prejudica, sobremaneira, a divulgação do que se pretende.
Acabamos
de identificar tal situação em uma Agremiação, onde a divergência de datas
encontradas nos POSTS ”institucionais” da referida rede social facebook fez-nos
encaminhar ao membro que divulgava ambas postagens mensagem particular onde
perguntamos qual a data exata da escolha do samba-enredo. Ambas postagens
informavam 3 datas: Entrega dos sambas, apresentação e Grande final. Tanto as
datas apresentadas para a Entrega dos sambas pelos compositores quanto a
Apresentação estavam em sintonia (01/09/16 e 11/09/16, respectivamente). Porém
a Grande final possuía, cada banner postado, uma data (no caso 25/09 e 28/09). (Até a postagem desse texto não havia nos retornado)
ELEMENTOS
TEXTUAIS DOS ENREDOS
Também
é importante verificar quais são os responsáveis pela definição,
desenvolvimento e apresentação do enredo. Presidência? Carnavalesco? Comissão
de Carnaval? Interessante a abordagem feita por Anísio Abraão David ao
Pesquisador Luiz Carlos Prestes Filho (em O Maior espetáculo da Terra, p.36)
quando afirma:
“Tínhamos um Joãosinho Trinta, que criava bastante. Hoje eu tenho medo dos carnavalescos, porque o carnavalesco hoje não faz mais nada. Sozinho, não faz mais nada, como faziam esses profissionais de antigamente. Tem de ter equipe.”
Conclui
o Anísio:
“Neste momento que me dei conta de que se minha equipe funcionava, seria melhor criar uma Comissão de Carnaval. Esta foi uma grande inovação. Mas, nem todas as Escolas tem uma equipe. Uma equipe forte é fundamental. Todos os carnavalescos que eu convidei, botei pra trabalhar com a Comissão de Carnaval da Beija-Flor”
É
importante ouvirmos o depoimento do patrono da Beija-Flor pois é considerado
pela maioria dos estudiosos em gestão/gerência de Escolas de Samba como sendo o
administrador responsável pela profissionalização das grandes Agremiações.
Afirma-se que as outras Escolas de Samba não tiveram outra alternativa senão a
de seguir a metodologia de trabalho encontrada na Beija-Flor, marcando a passagem
do período “artesanal” para o de profissionalização.
O diretor de carnaval da Beija-Flor, Laíla,
em depoimento ao SRZD-Carnaval trata da comissão de
carnavalescos da Beija-Flor e ratifica a ideia de que “Uma única pessoa não é a responsável por
fazer o carnaval como é hoje”. Ressalta a vantagem de se ter uma COMISSÃO DE
CARNAVAL.
(link do vídeo abaixo)
Após
a fase de DEFINIÇÃO do Enredo, seja essa tarefa da Presidência, Carnavalesco ou
Comissão, é comum identificarmos a presença de técnicos para a pesquisa e
redação dos textos ligados ao enredo. Sobre essa situação até mesmo redigimos
texto para nos redimir da ausência de citação ao mestre JULIO CESAR FARIAS na
parte de pesquisa e redação do enredo definido pela Acadêmicos do Sossego. Havíamos
feito no campo de comentários do Youtube elogios a forma de abordagem e qualificação
dos comentaristas (Luiz Fernando Reis,
Rachel Valença e Hélio Ricardo Rainho). Nossa abordagem deixara naquele
primeiro momento de citar aquele que fora o responsável pela pesquisa e redação
da sinopse, tão elogiada pelos membros da equipe do SRZD (o vídeo e o
comentário podem ser vistos na postagem
http://carnaval2016niteroi.blogspot.com/2016/07/analise-srzd-enredo-de-2017-academicos_22.html
de 22/07/2016).
CONCLUSÃO
Sobre
esse trabalho de pesquisa que antecede a apresentação ao público em geral, o estudioso
Júlio Cesar Farias já havia se debruçado na obra até mesmo transcrevemos a
primeira parte na postagem citada acima (http://carnaval2016niteroi.blogspot.com/2016/07/desculpe-me-pela-injustica-mestre-texto.html)
.
Hoje,
04/08/16, outra importante Agremiação da cidade de Niterói fará a entrega da
sinopse aos compositores. A apresentação do Enredo pela dupla de carnavalescos
da atual Bi-campeã do carnaval na cidade de Niterói seguiu o formato sugerido
por Farias no Tópico APRESENTAÇÃO A
DIRETORIA.
Torcemos para que a
fase de APRESENTAÇÃO AOS COMPOSITORES também siga, ao menos em parte, as
orientações do mestre Julio Cesar Farias.
Terminamos
essas poucas transcrevendo os pontos 1.5.3 e 1.5.4 da obra ENREDO NAS ESCOLAS
DE SAMBA e aproveitando para renovar os desejos de plena recuperação da recente
cirurgia pela qual passou o estudioso do carnaval, autor do texto abaixo.
1.5.3 - Apresentação a Diretoria
Com o enredo definido, o carnavalesco, em reunião, apresenta-o detalhadamente a Diretoria da Escola, mostrando as possibilidades de seu desenvolvimento no desfile. Em sua explanação, o carnavalesco procura convencer o setor administrativo a abraçar o tema daquele ano para a disputa no concurso oficial. É necessária a aprovação de todos os setores da agremiação para que o enredo seja bem desenvolvido pela Escola.
Tal reunião para apresentação do enredo ocorre mesmo se o enredo em questão for determinado pela referida Diretoria. Cabe ao carnavalesco e seus auxiliares pesquisarem o tema e depois apresentá-lo aos demais segmentos da Escola.
1.5.4 - Entrega da Sinopse aos Compositores
Os compositores da respectiva ala da Escola são convocados a comparecer em local determinado pela agremiação para que lhes seja entregue a sinopse do enredo. Nesta reunião, que pode ou não ser aberta para compositores de fora da agremiação, o carnavalesco e/ou Diretor de Carnaval procura explicar todos os pontos referentes ao enredo, colocando-se, depois, a disposição dos mesmos para sanar eventuais dúvidas sobre o tema.
Tal explanação do enredo para os compositores torna-se importantíssima devido ao fato de muitos carnavalescos ainda terem dificuldade em elaborar a sinopse do enredo. Ha, inclusive, sinopses com falhas gravíssimas em sua elaboração. As explicações do carnavalesco nessas reuniões são, portanto, fundamentais e necessárias para diminuir equívocos dos compositores na elaboração do samba-enredo.
Nesta palestra, também são dados os prazos de entrega dos sambas gravados, com as respectivas letras, para que possa ser feita a triagem dos sambas concorrentes que estejam mais de acordo com o enredo.
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No CCCRJ com Maçu, Luana, Prof.Jardel e Sérgio Gramático
LIVROS, LIVROS, LIVROS...
Tão bom se ao comprar os livros comprássemos também o tempo para lê-los. (Autor Desconhecido)
Se
tem uma coisa que desde a tenra idade me dá prazer é ler. Ler para mim, ler
para os outros, ler por ler...
A
base de meu ganha-pão é a leitura. Leio para falar e escrever bem. Sou advogado
e professor. Não tenho tempo de ler tudo que quero. Cancelei a assinatura do
jornal a Folha de São Paulo na quinta-feira última por causa disso. A mocinha
do call-center me ligou ontem. Tô cansado de explicar para eles(da Folha)
porque eu cancelei... Me angustia o jornal que tem como colunistas Ferreira Gullar,
Ruy Castro, etc. se acumular na bancada da sala. Fui indelicado dessa vez. Não
costumo ser indelicado com mocinhas de call-center só que no dia anterior foi
uma chatice para efetuar o cancelamento. Anotei o Protocolo dessa vez. Não
costumo anotar protocolos das chamadas de call Center.
Hoje
descobri um novo lugar que tem livros que não são fáceis de encontrar e cuja
referência tinha apenas devido a lista disponibilizada pelo site GALERIA DO
SAMBA com mais de 200 obras sobre carnaval/samba.
Hoje conheci o Centro Coreográfico da Cidade do
Rio de Janeiro.
Em visita Guiada pelo Professor Jardel Lemos
adentrei na MIDIATECA do
Complexo de Dança Carioca. Não é BIBLIOTECA pois, além de livros, tem
também no acervo variados registros em diversas mídias.
Localizada no 3º andar do Centro
Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro (Rua Humaitá 115, Tijuca), é espaço de
pesquisa e memória da Dança através dos registros feitos em livros, revistas,
folders, DVD´s, publicações e vídeos, muitos ainda em fitas VHS. Possui um
computador para visualização de arquivos digitais.
Em visita ao local neste sábado nos
recebeu a simpática funcionária LUANA GARCIA.
Com extrema gentileza para com os
visitantes, ao perguntarmos sobre livros específicos sobre CARNAVAL e/ou SAMBA
apressou-se em buscá-los na prateleira.
Apresentou-me a obra MAÇU
DA MANGUEIRA – O primeiro mestre sala do samba.
Nunca tive acesso a um exemplar da
mesma e fiquei feliz ao identificar em pesquisa eletrônica que a Editora está em
atividade e o autor escrevera outra obra sobre dançarinos de carnaval. Folheei
o exemplar e o desejei. Mas como nem tudo que queremos se pode ter... Não
existem exemplares a venda nos lugares que nunca me decepcionaram quando compro
meus livros.
Pela primeira vez os sites Estante Virtual e BUSCAPÉ me deixaram na mão
Hoje,
o pouco que sei de Maçu deve-se a pesquisa feita na madrugada após a visita ao
CCCRJ.
É
a blogueira de um jornal mineiro que transcreve o que encontrara em um BLOG de
BRUNO RIBEIRO e que não se encontra mais disponível.
(http://botequimdobruno.blogspot.com/2008_06_01_archive.html)
Da
transcrição consta que Maçu fora um dos primeiros moradores do morro da
Mangueira e junto com “jovens tão encrenqueiros quanto ele” fundam o bloco dos
Arengueiros, por volta de 1923. Foi Cartola, exercendo sua liderança no morro,
quem pedira o fim da baderna no Carnaval, clamando por respeito aos sambistas.
Maçu está entre os sete fundadores da Verde e Rosa e Carlos Cachaça, de quem
foi amigo, contava que Maçu era o responsável por garantir a segurança dos
“encrenqueiros”, sendo certo que diziam que Maçu nunca fora derrubado numa roda
de pernada e, por ter sido ele o mais valente dos arengueiros (Bloco que
participara e deixara de existir com a fundação da Escola de Samba), foi ele o
escolhido para ser o guardião do estandarte da Agremiação.
Assim,
transcreve: “Em janeiro de 1929, no lendário desfile de Engenho de Dentro,
inova o bailado do baliza e leva para a avenida, pela primeira vez, a figura
imponente do mestre-sala. O impacto de sua aparição foi tão grande que nenhuma
outra Escola, a partir de então, poderia conceber o desfile sem aquele
personagem.”
Pouco mais diz o texto, mas ressalta sua importância na Agremiação, sendo ele até mesmo o Presidente que mais tempo ficou à frente da Estação Primeira de Mangueira: 17 anos.
Pouco mais diz o texto, mas ressalta sua importância na Agremiação, sendo ele até mesmo o Presidente que mais tempo ficou à frente da Estação Primeira de Mangueira: 17 anos.
Maldita
curiosidade! Quero agora saber quem era esse sujeito que além de “bom de
porrada” dançava com a leveza indispensável ao que hoje chamamos de
mestre-sala.
O
que me reconforta é que agora sei que Luana irá deixar-me ler um pouco mais
sobre ele, assim que novamente for ao CCCRJ, o que pretendo fazer em breve,
muito breve.*
* A MIDIATECA no momento realiza um novo
(ou refaz, não sei ao certo) o cadastramento/catalogação do acervo, mas a
funcionária responsável deixou claro que
o espaço permanecia aberto ao público de terça a sexta-feira, das 10 ás 18hs
(aos sábado é de 10 ás 16hs). Assim, qualquer um pode ter acesso ao conteúdo do
acervo (cujo manuseio e/ou leitura deve dar-se no próprio local, sendo vedado a
retirada de quaisquer dos itens).
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